São Thomé das Letras – Quadro do Barão de Alfenas


Imagem: Machado; Teixeira

O Quadro do Barão de Alfenas foi tombado pela Prefeitura Municipal de São Thomé das Letras-MG por sua importância cultural para a cidade.

Prefeitura Municipal de São Tiago-MG
Nome atribuído: Quadro do Barão de Alfenas
Localização: São Thomé das Letras-MG

Descrição: No ano de 2002 realizou-se o processo de tombamento municipal do quadro “Barão de Alfenas”, pertencente à Igreja Matriz de São Thomé das Letras, Minas Gerais, de autoria do artista italiano Nicolau A. Facchinetti em 1876.
[…]
A obra “Barão de Alfenas” é a representação de um retrato, de
técnicas eruditas, em óleo sobre tela, nas dimensões de 1,52 X 2,41 m, feito pelo artista plástico Nicolau Antônio Facchinetti, em junho de 1876. No verso desta, o autor fez a seguinte inscrição referente à obra e assinou:
Gabriel Francisco Junqueira – Emo x. – Barão D ‘ Alfenas. – fallecido em 18 de janeiro.
1868
Retrato executado sobre um ambrotypo, em junho de 1876: por especial encomenda do Revdo. Pdre João Ribeiro Maia , vigario collado d ‘ esta freguizia.
nota do autor N. Facchinetti.
Fonte: Machado; Teixeira.

Histórico do município: Seu nome deve-se a uma lenda sobre o suposto encontro no final do século XVIII de uma estátua de São Tomé em uma gruta por João Antão, um escravo fugido de João Francisco Junqueira, juntamente com uma carta de escrita perfeita (impossível a um escravo analfabeto). Outra versão da lenda diz que a carta teria sido entregue na gruta a João Antão por um senhor de vestes brancas. Apresentando a carta ao seu antigo dono, como ordenado pelo senhor de vestes brancas, João Antão teria conseguido sua alforria, pois João Francisco Junqueira teria ficado bastante impressionado pelo relato do escravo e teria mesmo ordenado a construção de uma igreja ao lado da referida gruta, que hoje se encontra no que é o Centro de São Tomé das Letras. Acredita-se que o filho de João Francisco Junqueira, Gabriel Francisco Junqueira, esteja sepultado debaixo do altar da igreja, a atual Igreja Matriz. Já o “das Letras” do topônimo refere-se às inscrições rupestres que ainda podem ser vistas na gruta onde teria sido encontrada a estátua de são Tomé.
Os índios cataguás habitaram a região até o século XVIII, quando foram expulsos pelos bandeirantes. Em 1785, começou a ser construída a Igreja Matriz, em estilo barroco com pinturas de Joaquim José da Natividade no estilo rococó. Durante o século XIX, a cidade se tornou uma cidade-dormitório, pois só era ocupada pelos fazendeiros da região nas épocas de festa, permanecendo o resto do ano com as casas fechadas e vazias. A partir do início do século XX, a extração das “pedras de são tomé” (quartzito) se tornou a principal atividade econômica da cidade. Em 1991, a famosa imagem de são Tomé foi roubada da Igreja Matriz.
Fonte: Prefeitura Municipal.

MAIS INFORMAÇÕES:
Prefeitura Municipal
Machado; Teixeira


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